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Caso Fundo do Ambiente. "Estou com nojo", diz presidente da ANMCV


Manuel de Pina, Presidente da ANMCV
26 Set 2020 Política

Manuel de Pina afirma que a Procuradoria Geral da República prestou "um mau serviço" aos cabo-verdianos por ter deixado crimes prescreverem. O presidente da ANCV diz que não se fez justiça e que o procurador envolvido deveria pedir demissão.

"Lamentável". É como o presidente da Associação Nacional do Municípios, um dos principais denunciantes no caso Fundo do ambiente, classifica o desfecho do processo nas mãos Departamento de Acção Penal da Procuradoria Geral da República

“É lamentável, não se fez justiça. A Procuradoria pecou por ter deixado, durante cinco anos, a prescrição de crimes que eles mesmos comprovaram. Eles são pagos para trabalhar, tinham em mãos um processo com provas que prescreveram, é muito grave.”

Manuel de Pina não se conforma com a alegada inexistência de provas suficientes dos crimes arrolados, designadamente quanto a discriminação dos municípios.

“O Ministério Público prestou um mau serviço, não quis ter a prova. Porquê? Pediu provas a quem? Aos arguídos. Pediu documentos à Direção [Geral] do Ambiente que recusou dar. Por conseguinte, esta linha de investigação não poderia seguir na mesma direção. Você não pode pedir provas ao bandido, você não pode ir pedir prova ao ladrão ou ao assassino. Não, você vai investigar, teria que exigir provas que os ilibassem do crime.”

O presidente da Associação dos Municípios diz que não vai requer ao Procurador Geral da República que prossiga com as investigações, porque não há vontade da justiça cabo-verdiana em fazer justiça.

“Não vou porque estou com nojo. Não vou fazer porque não vale a pena, para já porque deixaram prescrever vários crimes. Na verdade, não há vontade da justiça cabo-verdiana em fazer justiça, senão a investigação seria de outro tipo. É brincadeira do Procurador que esteve com o caso nas mãos, brincou com os cabo-verdianos e brincou com a sua própria pessoa. Por isso, não vou perder o meu tempo para voltar a levar qualquer coisa do tipo para essa gente. Deveriam honrar o cargo que estão a ocupar. Do meu ponto de vista, eles deveriam  todos pedir demissão do cargo”, atirou Manuel de Pina à RCV.

Manuel de Pina afiança que a Associação Nacional dos Municípios nunca foi notificada dos novos procedimentos para se beneficiar do fundo de ambiente apesar dos vários pedidos de informação que a associação fez ao ministério do Ambiente.


Humberto Santos, RCV
Editado por Benvindo Neves



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