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Ribeirão, em RG de S. Antão, resistiu à seca, teve boa exploração agrícola e os lençóis freáticos já estão recarregados


21 Set 2020 Sociedade

A localidade de Ribeirão, uma das mais bem servidas em termos de água, no conselho de Ribeira Grande, em Santo Antão, acaba de ver reabastecidos os seus lençóis freáticos, mas foi das zonas menos afectadas pelos 3 anos de seca que antecederam as últimas e abundantes precipitações registadas em Cabo Verde.

Segundo o agricultor e proprietário rural da localidade, António Carente, desde 2017, em que as chuvas foram escassas, os agricultores da zona conseguiram extrair e utilizar, nas suas actividades agrícolas, mais de 27 milhões de toneladas de água, a partir do furo existente localmente.

A produção agrícola, principalmente de tomates, tubérculos e outras verduras que abastecem os mercados de São e de São Vicente nunca decaiu, indicou, apesar dos 3 anos de seca severa que se seguiram.

As chuvas de 2016 até deixaram Ribeirão devastado, com a perda do sistema fotovoltaico de bombagem de água para a agricultura, assim como com a destruição de fruteiras e outras culturas. Mas uma coisa António Carente assegura: essas precipitações proporcionaram, na altura, uma “boa recarga” dos lençóis freáticos, permitindo que os agricultores locais fossem beneficiados, ao longo dos últimos 3 anos, com grande quantidade de água para rega.

“Durante estes 3 anos consecutivos de seca não tivemos qualquer problema relacionado com a água, apesar de termos explorado cerca de 27 milhões toneladas de água, e os agricultores produziram em grande quantidade”, assegurou aquele produtor.

Ribeirão é considerado um dos celeiros do concelho de Ribeira Grande, com destaque para a produção de tomates destinados ao abastecimento do mercado local e da vizinha ilha de São Vicente.

Mas em Ribeirão, nem tudo são rosas, pois há outros problemas, relacionados com as pragas. Neste momento, uma das mais preocupantes e devastadoras, segundo António Carente, é a do lagarto do cartucho do milho, que já comprometeu as colheitas desse produto, mas há “boas perspectivas” no que respeita à água e ao pasto para o gado.

“A praga do lagarto do cartucho do milho destruiu uma grande percentagem das nossas plantações mas temos água, temos pastagem, estamos animados e vamos continuar a produzir” declarou o proprietário rural.

UM dos aspectos mais importantes é que, apesar dos três anos consecutivos de seca, os agricultores de Ribeirão conseguiram ter água permanentemente e explorar intensivamente a sua actividade, tudo sem fazer baixar o caudal do furo existente na localidade.


Fonte: RCV/Augusto Oliveira
Edição Multimédia: Orlando Rodrigues



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