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Vigilantes de segurança privada em greve até à meia-noite de quarta-feira

  • Fotos: Emerson Pimentel, RCV
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21 Set 2020 Sociedade

Eles exigem a publicação do Preço Indicativo de Referência, que estipula o valor a ser pago pelo trabalho prestado, e a implementação da grelha salarial, desfasada há muitos anos, e que prevê aumento do salário mínimo.

O Acordo Coletivo de Trabalho foi assinado em 2017 e deveria ser implementado em 2018. Não aconteceu. De lá para cá, entre negociações e tentativas falhadas de greve, novo acordo: os vigilantes deveriam ter os salários aumentados em janeiro deste ano. Também não aconteceu.

Os responsáveis pela situação são a Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada e o Governo, que é um dos maiores clientes e que, também, garante a regulação do setor. A acusação é do presidente do Sindicato Nacional de Agentes de Segurança Privada, SINTSEL, Manuel Barros.

Enquanto o Preço Indicativo de Referência não for publicado, não há como aumentar o valor que os contratantes do serviço repassam às empresas de segurança privada. Sem isso, o aumento de salário fica condicionado. O acordo coletivo de trabalho estipula que o salário mínimo passe dos atuais 14 mil para 17 mil e 500 escudos.

Mesmo com a greve, os serviços mínimos estão garantidos, diz o SINTSEL. Estivemos, nesta manhã, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, onde estavam em funcionamento cinco postos de vigilância.

Numa situação normal, o aeroporto da Praia tem 16 vigilantes. Com a pandemia e o lay-off, foram mandados para casa metade dos profissionais e só estão ativos oito postos de vigilância. Destes, cinco estão operacionais nesta segunda-feira.

Oiça a reportagem RCV em rodapé:

Emerson Pimentel, RCV
Editado por BenvindoNeves


Reportagem RCV com jornalista Emerson Pimentel



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