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Embaixador Eurico Monteiro acompanha situação da comunidade cabo-verdiana em Portugal, face ao recrudescimento da Covid19


Eurico Monteiro: Embaixador CV em Portugal
20 Set 2020 Saúde

O embaixador de Cabo Verde em Portugal, garantiu, hoje, estar a acompanhar “com muita atenção” a evolução da epidemia de Covid19 para poder estar ao par da situação da expressiva comunidade cabo-verdiana naquele país, onde Lisboa e Vale do Tejo são a região onde a doença está mais presente.

Eurico Monteiro assegura, no entanto, que não há evidências que apontem para uma incidência preocupante da Covid19 nos bairros onde existe maior número de cabo-verdianos ou estes sejam mais expressivos.

 

 “Não se pode dizer: olhe, aqui onde a comunidade cabo-verdiana tem um peso muito significativo, a incidência é maior. Portanto, creio que o que se pode concluir, com mais ou menos rigor, é a existência de grandes zonas afectadas pela Covid19 e não de bairros específicos, nomeadamente os de concentração de cabo-verdianos”, declarou o diplomata.

 

Quanto a números, Eurico Monteiro considerou difícil determinar quantos cabo-verdianos estão infectados, uma vez que a maioria também possui nacionalidade portuguesa, e avançou que não há, em contrapartida, notificações específicas quando se trata de doentes cabo-verdianos.


“É só através das associação que vamos tendo conhecimento de maior ou menor número de casos, mas na verdade, de uma forma geral, creio que se pode concluir, com algum grau de segurança que não há uma incidência especial na nossa comunidade”, concluiu o embaixador da Praia em Lisboa.

 

De qualquer forma, as próprias autoridades portuguesas projectam, para os próximos tempos, um recrudescimento da epidemia, pelo que Eurico Monteiro considera importante apelar aos cabo-verdianos em Portugal para a necessidade de observarem os cuidados que evitam a propagação da doença.

 

“O Primeiro Ministro de Portugal alertou para a tendência de, na próxima semana (a partir de amanhã), eventualmente, haver ainda um aumento mais significativo de casos, sendo certo que, até esta data, o Serviço Nacional de Saúde de Portugal tem tido capacidade para responder, com um nível bastante razoável, às demandas decorrentes desta epidemia”, recordou o embaixador.

 

Fonte: RCV/Eugénio Teixeira

Edição Multimédia: Orlando Rodrigues

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