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Cabo Verde não poderá ser um país-plataforma se os jovens não dominarem três linguas - avisa Olavo Correia


Olavo Correia, Vice-primeiro-ministro e Ministro das Finanças
06 Ago 2020 Economia

O vice-primeiro-ministro visitou, esta quinta-feira, as obras do Parque Tecnologico, na Achada Grande, Praia, e disse que o governo pretende criarmos oportunidades para novos talentos cabo-verdianos que actuam no sector das TIC.

Um projecto que, acredita Olavo Correia, vai fazer de Santiago uma zona económica especial tecnológica.

“Esta zona vai compreender este parque tecnológico, mas, depois, um conjunto de condições que nós estamos a reunir, no plano fiscal para atrairmos grandes empresas de base tecnológica para produzirem serviços aqui em Cabo Verde e para venderem para o resto do mundo. Também, para criarmos oportunidades para novos talentos cabo-verdianos que actuam no sector das TIC, para testarem soluções aqui neste centro tecnológico. Vamos ter aqui todas as condições reunidas para que os jovens possam testar as ideias, criar, inovar, produzir serviços, prestar serviços e exportá-los à escala regional e à escala mundial. Esta zona vai compreender também um conjunto de soluções que tem a ver com um ecossistema, envolvendo este parque tecnológico, as universidade, o governo, as câmaras municipais, fazendo de Cabo Verde e da Cidade da Praia um hub tecnológico, com uma extensão também em São Vicente.”

Com a conclusão deste projecto, acrescenta  o governante, Cabo Verde vai transformar-se num centro de exportação de serviços tecnológicos.
Mas de nada  vale construir infra-estruturas físicas, descurando a qualificação técnica e cientifica dos jovens, adverte o vice-primeiro-ministro.

“Não só qualificação técnica/científica, mas também preparação dos jovens para serem e estarem no mundo. Este é o maior desafio que temos pela frente que é fazer disto uma oportunidade para Cabo Verde. Não se pode ser um país plataforma, um país para servir o mundo, um país hub, se os nossos jovens não dominarem as três línguas fluentemente. Como é que se pode servir o continente africano, o continente americano ou o continente asiático se os nossos jovens não dominarem as ferramentas, nomeadamente as línguas. Não só em termos de qualidade mas também em termos de quantidade de jovens que tem que dominar as línguas. Se vier aqui uma empresa alemã ou uma empresa americana, nós não podemos estar a trabalhar com o crioulo, e nem com o português. Então, preparar os nossos jovens para fazerem isso é tão importante comestar a investir 36 milhões aqui para fazer estes edifícios.”

Orçado em cerca de 40 mil contos, o Parque Tecnológico deverá estar concluído no segundo trimestre do próximo ano.

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