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Jorge Carlos Fonseca pede que se discuta fora da praça pública eventuais problemas ligados ao combate a Covid-19


Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República
06 Ago 2020 Sociedade

Para o Presidente da República, o momento exige coesão, articulação, determinação conjunta, paciente colaboração para enfrentar os desafios e as dificuldades.

Jorge Carlos Fonseca não terá gostado de ver, na comunicação social, a "troca de galhardetes" entre Artur Correia, Director Nacional de Saúde, e Renaldo Rodrigues, Presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil, sobre o combate que se tem dado à covid-19 na Cidade da Praia. E recorreu à sua página oficial no Facebook para apelar a uma outra atitude.

“O momento que vivemos, no quadro de uma persistente situação de epidemia, exige perseverança na atitude, paciência no combate, sentido de responsabilidade de todos e de cada um de nós, e, igualmente, uma postura de solidariedade e cuidada e permanente articulação institucionais”, escreveu o Presidente da República, pedindo as autoridades que coloquem os problemas nos espaços próprios.
 
“Havendo dificuldades, falhas, erros - donde vierem - o adequado é o esforço de suprimento, de superação e correcção, com vista ao aprimoramento e ao reforço da eficácia da luta contra a epidemia e os seus efeitos. Todos os reparos a actuações ou omissões de instituições ligadas directamente à prevenção e combate do vírus, mesmo os mais objectivos e legítimos, vindos de parceiros institucionais, devem ser preferencialmente colocados nos espaços próprios e não na praça pública”, rematou o Chefe do Estado.

Reorde-se que, na passada segunda-feira, durante a habitual conferência de imprensa de ponto de situação da covid-19 em Cabo Verde, o Director Nacional de Saúde apelou a maior intervenção das forças de segurança no quadro da pandemia e disse que é necessário haver mais fiscalização na Cidade da Praia.
A resposta de Renaldo Rodrigues veio no dia seguinte. O Presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil negou que a causa de só na Praia não se notar diminuição de casos esteja na fiscalização. Renaldo Rodrigues criticou a postura de Artur Correia e queixou-se da falta de informação, por parte do pessoal de saúde, sobre a transmissão indirecta do vírus SARS COV 2, importante, segundo o responsável, para a definição de acções outras de fiscalização.



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