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Covid-19: mais um dia sem casos positivos. 12 suspeitos, Fogo e Cidade Velha na lista


09 Abr 2020 Sociedade

São agora cinco os dias seguidos sem casos confirmados do novo coronavírus em Cabo Verde. No entanto, entra mais uma ilha no leque das que têm casos suspeitos: o Fogo. Em Santiago, acresce-se mais um município, a Ribeira Grande.

Em mais uma conferência de imprensa para o ponto da situação, o Director Nacional de Saúde começou por fazer este preâmbulo: “ontem tínhamos dito que daqui para frente, cada vez mais vamos ter de nos habituar a ter casos suspeitos”. A introdução de Artur Correia fazia adivinhar o que iria dizer a seguir. “Anuncio-vos 12 casos suspeitos, 1 da Boa Vista, oito de São Vicente, 1 de São Nicolau (o de ontem) um do Fogo e outro da Cidade Velha”.

São Vicente continua por estes dias a “fornecer” mais casos suspeitos. O Director Nacional de Saúde explicou que entre os oito casos, 5 deles são contactantes com o caso positivo, sendo a maioria deles do Hospital Batista de Sousa. Mas, conta-se outro da clínica privada onde esteve a paciente diagnosticada com covid-19.

O caso suspeito do Fogo, o primeiro a registar-se na ilha, é uma senhora de 80 anos. Cinco pessoas da localidade de Fonte Aleixo que tiveram contacto com a idosa, já estão em quarentena.

Sobre os casos suspeitos de quarta-feira, Artur Correia esclareceu que ainda não há resultados. “Os resultados de São Vicente hão-de chegar ainda hoje (quinta-feira) e os da Boa Vista também estão para chegar. Presumo que ainda hoje ou então esta sexta-feira já tenhamos os resultados”

Obedecer a quarentena

O Director Nacional da Saúde aproveitou para lançar um apelo às pessoas que já saíram de quarentena. Segundo disse, algumas não estarão a cumprir as recomendações. “Chegam-nos informações de que as pessoas que saírem de quarentena dos hotéis, algumas delas, não estão a obedecer as recomendações passadas pelos técnicos da saúde, nomeadamente a obrigatoriedade de ficarem confinadas às suas casas”.

O apelo, prosseguiu Artur Correia, vai no sentido de “cumprirem com as responsabilidades de cidadania, obedecendo o máximo possível, porque é muito importante que observem o tempo suficiente e necessário”. O responsável prosseguiu que mesmo que seja um sacrifício, trata-se de “um sacrifício para a saúde familiar, para a saúde comunitária e para a saúde de todos os cabo-verdianos”, concluiu.

Benvindo Neves



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