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De quarentena num hotel na Boa Vista: "Os primeiros dias foram de pânico, agora estamos mais tranquilos"


25 Mar 2020 Sociedade

Das pessoas confinadas aos hotéis na Boa Vista, nenhuma apresenta, até agora, sintomas da doença. A RCV conversou com Cesarina Lopes que é fisioterapeuta no SPA do Hotel Riu Karamboa.

Cesarina Lopes é uma das funcionárias em quarenta há seis dias. Garante que o ambiente no hotel é calmo.

"Estamos tranquilos, temos boas condições , alimentação, agua, enfim tudo. Nos primeiros dias houve muita turbulência por causa daquela noticia, entrámos em pânico, mas neste momento estamos tranquilos".

E o contacto com a famiília?

"Temos estado em contacto permanente com a família. Com nossos país, nossos filhos a conversa tem sido frequente, embora se mostrem sempre preocupados connosco"

Os dias, segundo Cesarina, sao passados praticamente nos quartos:

"O que fazemos? Levantamo-nos, tomamos o pequeno almoço, fazemos a limpeza do nosso quarto, vamos almoçar, jantamos, e vamos conversando uns com os outros, guardando as necessarias distâncias. Como somos funcionârios, vamos nos ajudando mutuamente"

A fisioterapeuta do Riu Karamboa assegura que nenhum dos colegas apresenta sintoma de qualquer doença e diz não ter conhecimento de funcionários que tenham tido contacto com o inglês que acabou por falecer.

"Na nossa area de SPA, acredito que nenhum de nos teve contacto com ele. Penso que não chegou a ir para o SPA. Por isso, o pessoal mantém-se tranquilo. O hotel esta a ser vigiado pela polícia e por militares"

Em princípio, o período de quarentena deverá durar catorze dias.

Reportagem com jornalista Jefferson Gomes.Editado e disponibilizado online pelo jornalista Benvindo Neves



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