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MCIC assinala o dia nacional da Cultura con atividades em todo o país, sob o lema Eugénio: do Legado à Ficção


Abraão Vicente - Ministro da Cultura e Industrias Criativas
19 Out 2019 Cultura


Num ano de esperança de que a Morna será elevada à categoria de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, abrindo novos horizontes para a música tradicional, o Governo celebra o dia nacional da cultura sob o signo da infraestruturação do setor e da comemoração a nível nacional.


O Ministro da Cultura realçou, os diversos ganhos no setor, que termina o ano com um portfólio de 200 mil contos em projetos e obras avaliadas em cerca de 900 mil contos, incluindo patrimónios religiosos, centro cultural do Mindelo e o lançamento da reabilitação das duas casas de Eugénio Tavares na ilha Brava.

Seja nas instalações do Arquivo Nacional, na cidade da Praia com foco na literatura, seja no Palácio da Cultura Ildo Lobo na Conversa-Concerto com o Professor e Investigador Djick Oliveira, ou nas ruas da capital e outros municípios com a Serenata ao fim da tarde de ontem, todas as atividades comemorativas do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades subordinam-se ao patrono da data, Eugénio Tavares.

O ministro Abraão Vicente avalia positivamente o ano, que finda com um financiamento de 249 mil contos a projetos da sociedade civil e um parque de obras só para reabilitação patrimonial de 8 milhões de euros, cerca de 900 mil contos.

Para o próximo ano estão já garantidos 15 mil contos para projetos privados. Não obstante os ganhos, o ministro da Cultura não deixa de reconhecer o desfasamento entre a afirmação dos artistas POP e os tradicionalistas, mas acredita que a elevação da Morna à categoria de Património Cultural Imaterial abrirá novos horizontes.

O Ministro defende ainda, que é preciso relativizar a questão, tendo em conta a curta dimensão demográfica do país e o reduzido grupo de profissionais no mundo artístico nacional.

Abraão Vicente admite também outros desafios para a internacionalização dos autores literários, nomeadamente nos grandes mercados lusófonos como Portugal e Brasil, e embora o país tenha já dois prémios Camões, aponta como grande objetivo o ensino das artes e cultura no sistema educativo formal.


Cândido Amorim Fortes - RTC/Praia

Disponibilizado online por Mário Almeida


Abraão Vicente



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