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Carlos Lopes foi o convidado do quarto seminário anual organizado pelo instituto Pedro Pires


Instituto Pedro Pires
17 Out 2019 Economia


O economista guineense Carlos Lopes, afirmou que o acordo de livre comércio deverá aumentar a participação da África no comercio mundial, mas que será preciso harmonizar o acordo com vários outros pré-existentes.


O professor na universidade do Cabo, na África do Sul, e ex-chefe da comissão económica das nações unidas para a África foi o convidado do instituto Pedro Pires, para falar sobre  “África na era da integração comercial - o novo pan-africanismo”.

Até 2028, o acordo de livre comercio africano pretende estabelecer um mercado único com um produto interno bruto (pib) acumulado que pode chegar aos 2,5 bilhões de dólares.

Neste momento, os países africanos trocam entre si 16% dos seus bens, mas a União Africana acredita que o acordo irá levar a um aumento de 60% do comércio dentro do continente até 2022.

Carlos Lopes defendeu, por isso que para que áfrica não fique dependente da exportação de matérias–primas, precisa continuar a aumentar a sua participação no comércio mundial, mas primeiro tem de incrementar as trocas intra-africanas.

Carlos Lopes defendeu também que os acordos dos vários blocos económicos africanos com a União Europeia devem ser harmonizados num único acordo.

Sobre o acordo ACP, África Caraíbas e Pacífico, o economista defendeu que o acordo deve ter a partir de agora um acordo África e a Europa.

54 dos 55 países da União Africana já assinaram o acordo de livre comércio, que entrou em vigor a 30 de Maio deste ano.
 
Cabo Verde já assinou o acordo e segundo o ministro dos negócios estrangeiros, Luís Filipe Tavares, está num processo normal de ratificação, faltando ainda o aval do parlamento e do Presidente da República.


Carla Lima - RTC/Praia

Disponibilizado online por Mário Almeida


Carlos Lopes

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