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Sal continua a ser uma das ilhas com mais apanha de tartarugas


Tartaruga
15 Out 2019 Sociedade


Até sexta-feira tinham sido registadas 104 mortes, numa temporada que já contabiliza cerca de 7 mil ninhos.


A crescente predação de ninhos por cães é também apontada pelos elementos do Projeto Biodiversidade como uma dos grandes ameaças à sobrevivência da espécie.

Na ponta final de mais uma temporada de desova de tartarugas, o Projeto Biodiversidade diz ter registado à volta de 7 mil ninhos na ilha do Sal. Cerca de metade comparativamente ao ano passado, mas ainda assim considerado bom pela associação que lidera a campanha de proteção na ilha.

Não obstante, as principais praias de nidificação terem sido vigiadas, Sal continua a ser uma das ilhas com mais apanha. Contrariamente ao ano passado em que 5 pessoas foram detidas por apanha de tartarugas,
este ano não houve qualquer detenção. Um outro problema que vem crescendo e que muito preocupa os elementos do Projeto Biodiversidade é a predação de ninhos por cães.

Como aspecto positivo desta temporada 2019, Albert Taxonera destaca o reforço do patrulhamento em Pedra de Lume, com o emprego de 5 pessoas da comunidade, cujos salários foram pagos pela Câmara Municipal, e a colocação de um pequeno viveiro de incubação nessa praia, que garantiu a proteção de 26 ninhos.

A campanha de proteção de tartarugas no Sal termina no domingo, com o fim das patrulhas noturnas. Todavia, os voluntários do Projeto Biodiversidade continuam até Novembro com a monitorização das praias em período diurno.


Carciana Lima - RTC/Sal

Disponibilizado online por Mário Almeida



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