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MpD recorda que gestão dos transportes marítimos nos governos do PAICV ceifou vidas


Miguel Monteiro - Secretário-geral do MpD
18 Set 2019 Política


Mais de metade do montante que a Cabo Verde Inter-Ilhas vai buscar à banca ao abrigo do aval concedido pelo Estado, será canalizada para o pagamento antecipado do aluguer dos barcos à Cabo Verde Fast Ferry, cumprindo assim o empréstimo obrigacionista que assumiu ainda durante a Governação do PAICV.


A explicação é do Secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, que, em conferência de imprensa, ontem, acusou o PAICV de estar a apostar no bota abaixo e nas suspeições.

O Secretário-geral do Movimento para a Democracia considera ridículo afirmar que o Estado não está a respeitar as regras estabelecidas no concurso de concessão do serviço público de transporte marítimo de passageiros e cargas inter-ilhas apenas por ter concedido um aval à concessionária.

Miguel Monteiro diz que a Caixa Económica e o International Investment Bank não iriam conceder qualquer empréstimo se não tivessem a garantia do reembolso. Aliás, acrescenta o dirigente do MpD, o empréstimo vai permitir à empresa cumprir alguns compromissos assumidos ainda no Governo anterior.

O que o PAICV também não diz, acrescenta Miguel Monteiro, é que de acordo com a lei das garantias e avales, caso a Cabo Verde Inter-ilhas não pague o empréstimo, esse valor seria convertido em ações, tornando-se o Estado o dono da empresa. Por isso, Miguel Monteiro minimiza os riscos desta operação.
 
Ainda sobre o aval do Estado a um empréstimo do Cabo Verde Inter-Ilhas, o Secretário-geral do MpD lembra que a dotação para o efeito consta do Orçamento de Estado e faz parte da política de fomento empresarial do Governo.


Carlos Santos - RTC/Praia

Disponibilizado online por Mário Almeida

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