Carnaval do Mindelo: Indutor Económico

O carnaval do Mindelo já não é o que era, isso relativamente aos custos da sua produção.
As exigências de qualidade passaram a um nível superior, disparando os orçamentos dos grupos. A aplicação dos recursos financeiros induz dinâmica na economia da ilha de São Vicente, gerando negócios e emprego.
O carnaval tem uma dimensão cultural reconhecida e que projeta São Vicente no mercado turístico internacional. A parte menos visível dessa manifestação folclórica é a indução que provoca na economia da ilha.
Em média, os orçamentos dos grupos rondam os sete mil contos. A maior parte desse valor é injetado no mercado local. Os apoios concedidos pelas agremiações aos seus foliões na preparação dos trajes e a produção dos andores consomem quase 50% dos fundos angariados.
Os grupos com maior capacidade organizativa, geram alguns postos de trabalho ao longo do ano. Com o aproximar da festa do Rei Momo crescem os empregos diretos e indiretos.
Dependendo do projeto e da mobilização dos recursos financeiros, a mão-de-obra especializada com serralheiros, escultores, pintores ou costureiros o custo pode variar. Mas o impacto orçamental é sempre grande, diz a Presidente do Flores do Mindelo, Ana Soares.
Outro item de elevado custo na produção do carnaval no Mindelo é a parte musical. Para além da manutenção dos instrumentos musicais que dispõem, os grupos costeiam as composições e os músicos que os acompanham nos ensaios e desfiles, diz Daya Leite da Escola de Samba Tropical.
Nos últimos anos, crescem os investimentos feitos pelos grupos em comunicação e marketing, envolvendo profissionais do audiovisual que produzem, nomeadamente os seus clipes musicais.
José Pedro Santos - RTC/São Vicente
Disponibilizado online por Mário Almeida

























