Chiquinho - obra de Baltazar Lopes da Silva traduzido para inglês

A partir de agora, residentes nos Estados Unidos e noutros países podem ler, em inglês, um dos clássicos da literatura cabo-verdiana: Chiquinho, a obra de Baltazar Lopes da Silva, que marcou um estilo e uma geração.
A edição tem a assinatura do professor cabo-verdiano em Massachusets Carlos Almeida e da escritora Isabel Feo Rodrigues, portuguesa e radicada também na Nova Inglaterra. Já à venda no Amazon, a obra é apontada como uma janela de Cabo Verde ao mundo.
O sonho de Carlos Almeida, ele também natural de São Nicolau, como Baltazar Lopes da Silva, nasceu na década de 1980 quando estudava nos Estados Unidos e sentiu a necessidade de a obra estar em inglês.
Anos depois, em 2014, encontrou-se com a viúva do escritor a quem pediu autorização para traduzir a obra para ingles, tendo ela dito, segundo Almeida, “nha fidge ka boces txá morre Chiquinho”.
O lançamento da obra aconteceu no salão nobre do Museu da Baleia, em New Bedford, para uma assistência maioritariamente americana-cabo-verdiana, que nem fala nem lê o português.
Ronald Barboza, filho de cabo-verdiano, é um dos mais destacados activistas da comunidade e fotógrafo, com um arquivo sem fim e exposições várias.
“Conheço um pouco de Baltazar Lopes porque o meu pai comprou o livro em 1949 e tenho Chiquinho. mas como não leio o português, só agora vou ler a obra na sua íntegra”, conta Ron Barbosa.
Reacções idênticas surgiram nas redes sociais logo após o lançamento. Por agora, estão programadas mais duas apresentações da edição em inglês de Chiquinho nos Estados Unidos, mais tarde São Nicolau e São Vicente estão na agenda.
Álvaro Ludgero Andrade - RTC/Washington DC - US
Disponibilizado online por Mário Almeida





