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Polícia Judiciária esclarece sobre embarcação que deu à costa da Ilha de Santiago


Polícia Judiciária
12 Jan 2019 Sociedade


A Polícia Judiciária esclarece num comunicado enviado às redações que, das diligências desencadeadas junto da Embaixada do Senegal na Praia, na sequencia da embarcação que deu à costa da ilha de Santiago, no passado dia 08 de Janeiro, tomou conhecimento de que um grupo de sete pescadores teria saído da cidade de San Louis, no norte do Senegal, no passado dia 9 de Dezembro de 2018, para pescar na zona da Mauritânia, sendo a data prevista para o regresso o dia 14 do mesmo mês.


No dia 18 de Dezembro, não tendo a embarcação regressada, as autoridades senegalesas deram-na por desaparecida, iniciando, imediatamente, as buscas entre as zonas do Senegal e da Mauritânia.  

Para facilitar a identificação das vítimas, a Embaixada do Senegal na Praia facultou à PJ as identidades e as fotografias dos sete desaparecidos, assim sendo, a Polícia Judiciária esclarece que não se esteve perante um caso de imigração ilegal, mas sim de uma fatalidade, uma vez que o barco, supostamente, terá perdido o rumo e vindo parar a Cabo Verde.

A Polícia Judiciária foi informada, na manhã do dia 8 de Janeiro, de uma embarcação à deriva, com quatro corpos, nos arredores do Tarrafal de Santiago, lugar de mar revolto, acessível apenas a barcos de médio e grande porte.

A embarcação foi rebocada, no mesmo dia, por um barco de pesca semi-industrial, denominado de “Cidadela” para o cais da Praia, onde foi possível certificar que a mesma trazia no seu interior quatro cadáveres, de indivíduos do sexo masculino.

A embarcação continha depósitos, que se presumem ser de água, mas não tinha vestígios de comida, nem mecanismo de suporte de remo e nem tão pouco motor, apesar de dispor de suporte para motor.

Os corpos foram removidos para a casa mortuária do Hospital Agostinho Neto onde se procederam, no dia seguinte, às autópsias, das quais se concluíram que um dos indivíduos teria morrido no mesmo dia em que a embarcação foi encontrada e que as causas das mortes foram fome e desidratação.


Jefferson Gomes - RTC/Praia

Disponibilizado online por Mário Almeida

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