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China defende a presença do presidente do Sudão, Omar Al-Bashir na cimeira sino-africana


03 Set 2018 Política

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês sustenta a presença do presidente do Sudão, apesar de ser procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio.

“China não faz parte do Estatuto de Roma (estabelecido em 1998 pelo TPI), por isso tem reservas sobre a matéria e esperamos que esse tribunal possa lidar com o assunto com prudência”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Al-Bashir foi recebido, no fim-de-semana, numa reunião bilateral do Presidente da China, Xi Jinping, que repetiu este gesto diplomático com cerca de trinta chefes de Estado e de Governo presentes hoje e terça-feira na sétima reunião do Fórum de Cooperação África-China.

O presidente do Sudão, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em 1989, foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio durante o conflito no Darfur.

O Sudão tem sido tradicionalmente um dos principais fornecedores de petróleo na África, uma região na qual a China espera aumentar sua presença comercial e de investimentos com o fórum inaugurado hoje pelo presidente Xi.


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Emerson Pimentel - RCV
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