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MpD promete tudo fazer para que todos os responsáveis pelo descalabro da TACV respondam na Justiça


TACV
28 Jun 2018 Economia


O Movimento para a Democracia promete tudo fazer para que políticos, como ex-primeiro-ministro, José Maria Neves, a ex-ministra das Finanças, Cristina Duarte, e os ex-administradores, António Neves e João Pereira Silva, respondam na Justiça por terem contribuído com atos desastrosos que levaram ao descalabro da TACV.


Declarações do Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar os atos de gestão da companhia de bandeira, após a apresentação do relatório da CPI. Já o PAICV reage com naturalidade às intenções do partido que suporta o Governo.

Para o Presidente da CPI, a situação atual da TACV é consequência da gestão da empresa levada a cabo durante o período que se estende de 2001 a 2015, mas sobretudo a partir de 2008.
 
Emanuel Barbosa lembra, no entanto, que a TACV entrou pela primeira vez em falência técnica em 2002, quando registou um resultado negativo de 1.4 Milhões de contos, um valor que iria subir, em 2015 para 3.4 milhões de contos, um ano em que as contas da companhia registaram um passivo de 12 milhões de contos. A situação de descalabro a que chegou a TACV tem na opinião do deputado do MpD, alguns rostos.

O PAICV desvaloriza a leitura que o MpD faz do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito aos atos de gestão da TACV. O deputado Walter Évora, um dos representes do maior partido da oposição na CPI diz que o relatório é um produto que responde à retórica do MpD mas que não dá satisfação às preocupações atuais da sociedade cabo-verdiana.

Seja como fôr, o MpD promete que desta vez a culpa não vai morrer solteira. O Movimento Para a Democracia, diz o deputado Emanuel Barbosa, quer que o Ministério Público investigue os atos de gestão da TACV no período 2001 a 2015.

Nada que preocupe o PAICV, até porque, diz Walter Évora, o relatório da CPI não aponta nenhum indicio de ilegalidade.

O relatório da Comissão de Inquérito aos atos de gestão da TACV de 1975 a 2017 vai continuar a ser debatido no Parlamento hoje de manhã.


MCSA - CS - RCV

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